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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

SEM REVISÃO

Após alguns meses de ausência e silêncio tento retomar a minha participação nos espaços literários dos meus blogs aqui na internet. E como todos os regressos trazem em si um quê de mudança, este meu retorno não deixará de revelar algumas alterações na forma e no conteúdo, pelo que conto com a vossa paciência e boa aceitação.

Mitos e preconceitos persistem no saber popular que condiciona o agir do povo. O povo, como qualquer multidão, é uma massa irracional que age por instinto e impulso gregário. A falta de cultura dum povo serve as vantagens daqueles que detêm o poder, pelo que há todo um cerco de desinformação e alienação dirigido àquilo que um dia se chamou de massas.

Vivemos na ditadura da economia, camuflada de Democracia. A rotatividade democrática de alguns modelos governativos, é um sistema perverso que dá a ilusão de ser o povo senhor do seu destino, quando nada mais pode estar tão longe da verdade. O povo é condicionado e doutrinado pelos fazedores de opinião (opinion makers), que se acoitam ao serviço de forças obscuras, zelando pelos interesses económicos dos verdadeiros senhores do mundo. Ignóbil enfatizar supostos cuidados com os direitos humanos, quando na verdade o que fala mais alto é o direito à ganância desmedida.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

"É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!"

A grande moda política da actualidade é a Democracia.

A Democracia divinizada pelos USA e pela União Europeia. A Democracia evangelizada e impingida, nem que seja pela força das bombas, por esse mundo fora; sem sequer questionar se os povos locais estão interessados nessa democracia, ou mesmo culturalmente aptos a viver nela.

A Sacrossanta Democracia doutrinada como panaceia para todos os males sociais e políticos. Mas uma democracia tão franzina na sua debilidade, porque minada de corrupção e interesses mais $elevados$. Uma Democracia que pouco tem de política.

Antes fazia-se política, discutia-se política; a política governava. Eram os políticos, democratas ou não, quem governava.
Agora gere-se a política, administra-se a política, investe-se a (e na) política. Os políticos deixaram de ser os governantes para serem os aplicadores das directrizes economicistas ditadas pelos senhores, que na sombra, gerem os destinos do mundo.

Eu não sou democrata e tenho muitas suspeitas quanto à verdadeira justiça do sistema governativo democrático.
A Democracia, por princípio, é sempre a vontade da maioria; logo imposta sobre a minoria. E eu como membro duma minoria serei sempre um elemento secundário nesse sistema sociopolítico; um cidadão menor, um cidadão de segunda.

Não me venham com essa conversa-da-treta de que as Constituições Democráticas salvaguardam os direitos humanos, assim como os direitos das minorias. É tudo balela!

A própria criação de instituições de solidariedade social para a defesa e integração das minorias é prova de como as minorias são espezinhadas pela ditadura da maioria. A Ditadura da Democracia é orientada por massivas campanhas de marketing político (a que muito polidamente se dá o nome de campanhas eleitorais), com objectivo de dissimular através do voto as orientações previamente determinadas em gabinetes incógnitos.

Os rituais mantêm-se, mas os vermes parasitários correm atarefados por trás dos cortinados e reposteiros. A Vetusta Honra dos Grandes Salões perdeu a sua dignidade, para a voracidade da ganância desmedida e desumana.
Os eleitos governantes são apenas actores que lêem e executam um drama, escrito e encenado por autores desconhecidos das maiorias votantes e, esses senhores obscuros, esses sim são os verdadeiros governantes; os senhores todo-poderosos. Mas embora sejam esses senhores quem governe, não foram de modo nenhum eleitos pela maioria. Onde está a Democracia aí?

É lastimavelmente vergonhosa a manifesta incapacidade dos governantes democraticamente eleitos solucionarem os problemas sociais mais pungentes no mundo, como seja a fome, a guerra, o desemprego, a poluição desenfreada, ...

Não é mais a política quem governa. É a economia, estúpido!