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sábado, 5 de setembro de 2009

CONSTRUINDO

A maior carência social no mundo actual é Educação.

As carências, as desigualdades sociais e o atraso duma sociedade estão na razão inversa do seu nível educacional. Daí todo o projecto de renovação social deverá ter como propósito fundamental a implantação dum sistema de educação permanente para todo o corpo social.

A educação deverá ir além da escola, além do núcleo familiar. A educação deverá ser um cuidado permanente dos dirigentes e agentes do poder, assim como de todo o conjunto da sociedade. uma educação que estimule e modele todo o modus operandi da sociedade.

Para estabelecer um rico padrão educacional não basta legislar. "Já temos uma lei que salvaguarda..." "já dispomos duma lei que estabelece..." "já fizemos uma lei que define..." "já publicámos uma lei que protege..." Apenas fazer leis não é governar. Este mundo está cheio de paises com constituições e legislações ricas de humanismo e salvaguarda de direitos universais, mas que vivem em profunda injustiça e atropelo da lei.

O acto de bem governar implica acima de tudo a manutenção das melhores condições ideais de vida para todos. Isso alcança-se educando e definindo os ideais e projectos maiores, depois educando e regulamentando dentro pos padrões desses ideais, por fim eduacando e fiscalizando a aplicação da lei.

Educar deverá ser um propósito sempre presente na motivação dos governantes e de todos. Uma nação próspera constrói-se com a vontade e participação de todos, porque todos são parte integrante desse universo. A isso se poderá chamar Democracia!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

SEM REVISÃO

Após alguns meses de ausência e silêncio tento retomar a minha participação nos espaços literários dos meus blogs aqui na internet. E como todos os regressos trazem em si um quê de mudança, este meu retorno não deixará de revelar algumas alterações na forma e no conteúdo, pelo que conto com a vossa paciência e boa aceitação.

Mitos e preconceitos persistem no saber popular que condiciona o agir do povo. O povo, como qualquer multidão, é uma massa irracional que age por instinto e impulso gregário. A falta de cultura dum povo serve as vantagens daqueles que detêm o poder, pelo que há todo um cerco de desinformação e alienação dirigido àquilo que um dia se chamou de massas.

Vivemos na ditadura da economia, camuflada de Democracia. A rotatividade democrática de alguns modelos governativos, é um sistema perverso que dá a ilusão de ser o povo senhor do seu destino, quando nada mais pode estar tão longe da verdade. O povo é condicionado e doutrinado pelos fazedores de opinião (opinion makers), que se acoitam ao serviço de forças obscuras, zelando pelos interesses económicos dos verdadeiros senhores do mundo. Ignóbil enfatizar supostos cuidados com os direitos humanos, quando na verdade o que fala mais alto é o direito à ganância desmedida.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

SINCERIDADE E VIRTUDES

A vida em comunidade impõe regras para uma boa convivência entre os seus membros.
Daí veio a Moral e desta as Virtudes.

Em Democracia venera-se o culto da Verdade e de todas as Virtudes a ela associadas. Entre elas vem a Sinceridade abrindo o cortejo, por ser aquela que impõe como regra primeira a revelação do que se pensa, sente ou quer. E então tropeçamos nessa sinceridade verdadeira estampada por todo lado, muitas das vezes sem a termos pedido e sem que ela nos interesse, ou seja útil de qualquer modo.

Uma das primeiras regras para um viver harmonioso é o Bom-Senso. E ele deve ser aplicado em tudo; até mesmo às Virtudes.

Virtude sem Bom-Senso é arrogância e afrontamento.

Poderiamos dizer que a Coragem sem Bom-Senso é loucura. Assim como Honestidade sem ele pode se tornar em cumplicidade maliciosa. E a Sinceridade vira desaforo e petulância.

Mas a mais comum falha na aplicação das Virtudes é a Sinceridade, pois muitas vezes ela causa mágoa e e incómodos desnecessários.

Será que temos mesmo necessidade de saber o que pensam e dizem sobre nós na nossa ausência? Será que isso melhorará as nossas existências? Sinceramente creio que nem sempre.

Vive-se uma euforia de informação, sempre supostamente baseada na revelação completa da Verdade. Os orgãos de comunicação metralham-nos com todo o tipo de informações, muitas delas apoiadas por imagens explicitamente reveladoras, respeitando o venerando princípio da Verdade.
Mas será que muita dessa verdade é de alguma utilidade favorável para quem é surpreendido por ela? Será que temos mesmo de saber toda a verdade dum modo raiando o exibicionismo? Será que não haverão outros modos de apresentar a Verdade com mais dignidade e respeito por aqueles a quem ela é supostamente dirigida?

Há ainda a Liberdade que muitos entendem como o direito de apregoar o que entendem ser a necessária Verdade. E lá voltamos de novo à Sinceridade.
À Sinceridade e Liberdade de se afirmar o nosso pensamento, sentimento ou parecer, é prioritária a avaliação do impacto que aquilo que queremos transmitir terá sobre os alvos visados.
À falta de bom-senso, o melhor é o silêncio.

As Virtudes apenas o são enquanto acções conducentes à Harmonia e Evolução.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

"É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!"

A grande moda política da actualidade é a Democracia.

A Democracia divinizada pelos USA e pela União Europeia. A Democracia evangelizada e impingida, nem que seja pela força das bombas, por esse mundo fora; sem sequer questionar se os povos locais estão interessados nessa democracia, ou mesmo culturalmente aptos a viver nela.

A Sacrossanta Democracia doutrinada como panaceia para todos os males sociais e políticos. Mas uma democracia tão franzina na sua debilidade, porque minada de corrupção e interesses mais $elevados$. Uma Democracia que pouco tem de política.

Antes fazia-se política, discutia-se política; a política governava. Eram os políticos, democratas ou não, quem governava.
Agora gere-se a política, administra-se a política, investe-se a (e na) política. Os políticos deixaram de ser os governantes para serem os aplicadores das directrizes economicistas ditadas pelos senhores, que na sombra, gerem os destinos do mundo.

Eu não sou democrata e tenho muitas suspeitas quanto à verdadeira justiça do sistema governativo democrático.
A Democracia, por princípio, é sempre a vontade da maioria; logo imposta sobre a minoria. E eu como membro duma minoria serei sempre um elemento secundário nesse sistema sociopolítico; um cidadão menor, um cidadão de segunda.

Não me venham com essa conversa-da-treta de que as Constituições Democráticas salvaguardam os direitos humanos, assim como os direitos das minorias. É tudo balela!

A própria criação de instituições de solidariedade social para a defesa e integração das minorias é prova de como as minorias são espezinhadas pela ditadura da maioria. A Ditadura da Democracia é orientada por massivas campanhas de marketing político (a que muito polidamente se dá o nome de campanhas eleitorais), com objectivo de dissimular através do voto as orientações previamente determinadas em gabinetes incógnitos.

Os rituais mantêm-se, mas os vermes parasitários correm atarefados por trás dos cortinados e reposteiros. A Vetusta Honra dos Grandes Salões perdeu a sua dignidade, para a voracidade da ganância desmedida e desumana.
Os eleitos governantes são apenas actores que lêem e executam um drama, escrito e encenado por autores desconhecidos das maiorias votantes e, esses senhores obscuros, esses sim são os verdadeiros governantes; os senhores todo-poderosos. Mas embora sejam esses senhores quem governe, não foram de modo nenhum eleitos pela maioria. Onde está a Democracia aí?

É lastimavelmente vergonhosa a manifesta incapacidade dos governantes democraticamente eleitos solucionarem os problemas sociais mais pungentes no mundo, como seja a fome, a guerra, o desemprego, a poluição desenfreada, ...

Não é mais a política quem governa. É a economia, estúpido!