sábado, 3 de janeiro de 2009

BARRAGENS E AZENHAS 1

Os rios são as artérias e veias da Terra. Bloqueá-los é nocivo, senão mesmo criminoso.

As barragens hidroeléctricas são denominadas como produtoras de energia limpa. Limpa?!
Como chamar de limpa a uma acção que afoga milhões de organismos vivos e engole paisagens inteiras, com cidades e monumentos milenares? 
Como chamar de limpo a uma intervenção tão anti-natural e contrária à integração que se pretende entre as acções humanas nos sistemas ecológicos? 
Afinal onde andam as cabeças dos ecologistas? 

E não me venham falar nos exemplos da natureza pois seria no mínimo ridículo, caricato mesmo, comparar os diques dos castores com a Barragem das Três Gargantas (China).

A maior riqueza dos rios está na sua fluência, na liberdade de correrem livremente da nascente até à foz. E ao longo desse percurso há tanto que podemos aproveitar! 

O movimento é energia, assim a corredeira dos rios, ribeiros ou quaisquer cursos de água são fontes privilegiadas de energia. Mais privilegiadas quanto mais livremente correrem essas dádivas da Natureza.
A construção de barragens para a produção de energia eléctrica é uma solução obsoleta e megalómana, herdada duma filosofia de revolução industrial, que entendia o Homem como a suprema criatura capaz de domar a Natureza. Já chegamos à conclusão que estávamos errados. Porque insistir então em procedimentos estúpidos?

Se olharmos para trás podemos retirar ideias de soluções mais consentâneas com as filosofias ecológicas dos nossos dias. 
Recordo as velhas azenhas, os moinhos de farinha que instalados na margem dos arroios aproveitavam a energia cinética dos mesmos. Ora, utilizando o mesmo sistema de roda-de-nora ligados a um dínamo, seria possível produzir alguma energia eléctrica.
Será que nas nossas universidades não haverão cérebros capazes de desenvolver sistemas com capacidades de produção energética intensiva, partindo do mesmo princípio, de aproveitamento da energia cinética contida na corrente fluvial, que os vetustos modelos primitivos dos moinhos de farinha? Não creio que os antigos moleiros fossem mais criativos que os engenheiros de hoje.

Temos de deixar de ambicionar grandes soluções de panaceia. A tendência da nova sociedade emergente é a individualização. Temos então que pensar em diversidade e objectividade pontual.

5 comentários:

Serginho Tavares disse...

meu gato.. como foi de ano novo?

barragens? nada vai nos barrar esse ano hein?????????

beijos

São disse...

Não crês, mas eu creio na maior capacidade dos moleiros, rrrsss
Fica bem.

Leandro disse...

"Os rios são as artérias e veias da Terra. Bloqueá-los é nocivo, senão mesmo criminoso."
Quando nossos homens irão perceber...?

São disse...

Esperon que não estejas tão enregelado quanto eu!!
Bejinhos.

Daniel disse...

Obrigado pela visita ao meu blog!
Um beijo de Londres do tamanho do Big Ben.
Cheers
Daniel
www.sembolso.blogspot.com