sábado, 1 de novembro de 2008

MACAQUINHO DE IMITAÇÃO

Agora tudo é culpa da globalização, mas esta não apareceu de geração expontânea, nem tão pouco é uma invenção da ganância dos grandes monopolizadores da economia mundial.

Desde sempre que a arrogância euro-cristã se empenhou em disseminar por todo o mundo a sua visão distorcida e anti-natural da condição humana neste planeta. É aí que podemos encontrar as sementes da globalização asfixiante que hoje nos flagela.

Após terem desvirtuado a natureza selvagem original do seu continente natal, enquanto desenvolviam o seu modo de vida artificial, dedicaram-se a transferir o seu viral modelo de existência pelo resto do mundo; criando primeiramente o seu aberrante clone, os USA, que assumiu como sua essa missionária tarefa de redesenhar o mundo segundo os judaico-cristãos interesses egoístas. 

Induzindo os outros povos e nações a adoptarem o seu modelo de vida, essa praga civilizadora disseminou por todo o globo a ilusão de que a vida poderia ser mais agradável através do consumo desenfreado e insensatamente indiscriminado. 
Mas os hábitos de consumo da civilização actual são predadores insaciáveis de recursos que não são ilimitados. Isso põe em causa a subsistência da própria civilização e, com ela, da própria humanidade.

A massificação e recorrência a modelos únicos de sobrevivência, leva a uma maior delapidação dos recursos, com toda a gravidade de situações daí decorrentes, devidas a carências e todo o tipo de injustiças na distribuição de recursos.

Com ou sem influência humana, é inegável que o planeta está numa fase de alteração de padrões anteriormente tidos como imutáveis e reguladores dos hábitos mais primários.
Urge que a humanidade procure ao seu redor os recursos que lhe são disponíveis e aprenda a tirar deles o melhor partido, sempre procurando manter um equilíbrio salutar com o meio ambiente. Deixando de copiar e importar, por vaidade e submissão a interesses terceiros, as soluções que não se adequam ao seu meio particular.

Temos (humanidade) que deixar de nos andarmos a macaquear uns aos outros, para passarmos a encontrar por nós próprios os modos que melhor se adequem às particularidades do nosso meio (habitat) particular. Além de muitas outras vantagens, uma filosofia existencial dessas iria criar brechas nos modelos vigentes dos grandes agentes corporativos económicos, libertando-nos assim desse jogo explorador neo-esclavagista. 

7 comentários:

Paulo disse...

ManDrag

Tens efectivamente muita razão nas palavras com que defines o actual estado da sociedade.

Em rebanho, cumprimos o objectivo de uma sobrevivência premeditada, em que o individual em termos de existência, há muito sucumbiu aos padrões que ameaçam a liberdade do Eu, enquanto ser humano capaz e autónomo.

Abraço-te ManDrag

Luís Freitas disse...

Ora bem, nem mais. Quem escreve assim não é gago :-). Abraço.

ManDrag disse...

Salve! Paulo
Pois assim tem sido, meu amigo, a predominância da rebanhada domada e controlada. Mas cabe a cada um individualmente o esforço de reverter este estado de coisas. A cada um de nós cabe uma parte desse esforço de renovação.
Te deixo o meu abraço, Guerreiro.
Salutas!

ManDrag disse...

Salve! Luis
Obrigado pelo apoio. O resto já sabemos como é, né. Mas lá iremos pouco a pouco.
Abraço.
Salutas!

São disse...

Já sabes que é sempre bom haver um bode expiatório, rrrss

Gostaria que aceitasses as flores que te aguardam lá em casa!

Um abraço, lindo!

SILÊNCIO CULPADO disse...

ManDrag
A globalização é um fenómeno imparável porquanto as novas tecnologias de informação, a intensificação das trocas comerciais e da mobilidade jamais permitirão aqueles redutos de muros altos onde alguns se escudavam.
Isto só por si não é mau. O mal está neste neoliberalismo global que criou uma concorrência feroz entre produtos, dentro do próprio Estado e na sua envolvente externa, sem respeitar nada nem ninguém usando a especulação, os negócios ilícitos, a corrupção e tudo o mais que vem associado.
E são estes interesses, poderosamente sujos, que manipulam as mentes dos consumidores que se alienam e despem dos prazeres simples para servir os seus senhores. Acreditam os pobres que o consumo os faz mudar de estatuto mas cada vez estão mais pobres e mais endividados e nem sequer são donos de si mesmos.

abraço

ManDrag disse...

Salve! Lídia
Se cada um soubesse contentar-se com o que lhe é essencial, haveria fartura para todos. Mas a ganância sem limites ainda perdura e cada vez mais apoiada por sistemas corruptos, com a conivência de políticos corruptos.
Abraço.
Salutas!