Cabe aos governos, enquanto entidade supervisora dos interesses comunitários e reguladora das actividades que satisfaçam as necessidades da comunidade, legislar em prol do melhor para todos. E agora, mais do que nunca, impõe-se que os governantes decidam em função do equilíbrio e bem-estar dos ecossistemas tanto das comunidades, como das regiões em que se inserem e mesmo numa integração universal.
A moda actual na construção civil é a de incluir já em todos os apartamentos dum edifício acessórios de utilidade comum, tais como fogão, máquinas de lavar roupa e loiça, esquentador para aquecimento de águas, roupeiros incrustados e mesmo lareiras. O custo destes acessórios vem diluído no preço final de cada fracção do imóvel, pelo que os compradores vêm nisso facilitada a tarefa de equipamento dos seus recém adquiridos lares. A Lei obriga também o apetrechamento dos edifícios de altura superior a quatro pisos com ascensores, cujos custos dos ditos e da sua instalação vêm também incluídos no custo final das fracções.
Entendo que seria do interesse geral que a regulamentação da construção civil fosse mais longe nos seus propósitos tendo em conta o bem-estar geral (ou deverei dizer universal?) e a Lei obrigasse os arquitectos e construtores a incluírem nos seus projectos sistemas de gestão de recursos naturais, tais como água e energia. A nova engenharia de gestão de recursos está aí para apresentar propostas e ideias.
A água é um recurso vital para a vida. Porque desperdiçar água potável, que deveria servir apenas para beber e cozinhar, utilizando-a em limpezas domésticas e outras actividades que poderiam ser executadas com água salobra?
Todos os edifícios deveriam estar providos de sistemas de recolha e aprovisionamento de águas pluviais, que seriam distribuídos através duma rede de canalização independente da de água potável para consumo humano. As águas de recolha seriam utilizadas em todas as actividades de limpeza, manutenção e outras (como rega de plantas e jardins, alimentação de fontes decorativas, ...).
De igual modo todos os edifícios (tanto para habitação como para serviços) deveriam estar providos de sistemas de conversão de energia solar e eólica em energia eléctrica, que seria utilizada nos mesmos, sendo o remanescente enviado para a rede pública.
Igualmente o aquecimento de águas deveria ser feito com recurso à energia solar, através dos sistemas que se entendessem mais adequados e rentáveis. Assim também os sistemas de climatização deveriam utilizar a energia solar, em detrimento do consumo da energia da rede pública de electricidade.
Para haver verdadeiras políticas ecológicas é necessário a inclusão de todos os agentes sociais, assim como todos os indivíduos. Se a função dos governos e parlamentos é legislar, então que o façam segundo perspectivas globais e de interesse geral, tendo em conta o melhor aproveitamento de todos os recursos tecnológicos disponíveis, para uma melhor utilização dos recursos naturais.
