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sábado, 10 de janeiro de 2009

10000 EUROS

10000 Euros, o preço de uma pele de tigre. 

Os compradores e incentivadores do comércio ilegal de peles de grandes felinos asiáticos, nomeadamente o tigre e o leopardo indianos, são tibetanos abastados que insistem em preservar as suas tradições culturais, mesmo após o Dalai-Lama ter apelado para o fim dessas tradições absurdas e criminosas. 
Na tradição tibetana (que teve origem no seu passado obscuro de povo belicoso) a ostentação exibicionista de peles de grandes felinos, como ornamentos de vestuário, é uma afirmação de opulência e estatuto superior.
O tigre indiano encontra-se à beira da extinção devido ao crime organizado da caça ilegal, que tem levado à sua chacina maciça. 

Tal como o tigre, outras espécies de predadores de topo se encontram em risco de extinção, seja pelo valor das suas peles, seja para servirem de iguaria culinária. Como o caso do tubarão que é pescado vivo, são-lhe cortadas as barbatanas e depois lançado ao mar de novo, para agonizar até à morte.

Mas não só pela caça legal ou ilegal, os predadores de topo se encontram em risco de extinção. Com a expansão demográfica e o alastramento urbano, as áreas de caça dos grandes predadores vão ficando cada vez mais limitadas e insuficientes. A exploração intensiva dos recursos naturais, por parte da humanidade, tem levado a desequilíbrios ambientais altamente nocivos para a subsistência das espécies selvagens. 

Na Natureza cada elemento tem a sua função num grande sistema em equilíbrio. Ao se interferir nessa cadeia de eventos é quebrado um ciclo, como que sagrado, pondo uma variante de incerteza na sua recuperação.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

ILAÇÕES SOBRE O TEMPO 1

O Tempo é uma continuidade existencial que se mede em ciclos. Pelo menos do nosso ponto de vista dimensional. E a Natureza evolui ao longo do tempo, sempre se renovando e reformulando.

A Humanidade, enquanto parte da Natureza, não está alheia a esse sistema mutável. E se pensar que o pode controlar ou influenciar de algum modo, é pura arrogância. Poderemos quanto muito evitar algumas nefastas consequências sobre a nossa integridade. E pouco mais.

Olhando o comportamento da humanidade no presente, poderíamos parabolizar como sendo um cego num quarto sem porta, procurando a saída. 
Criámos um monstro/civilização que nos escraviza e devora. Deixámos que ele se agigantasse e agora perdemos a firmeza na trela; somos arrastados pelo monstro. E ele dirige-se para o precipício!... 
Mas essa é a nossa oportunidade: o caos!

Até agora, ao longo da nossa História, nós Humanos éramos o nosso principal inimigo. Na nossa mesquinhez, era através da necessidade de ganhar vantagem material nas guerras e disputas, que aplicávamos todo o nosso engenho em melhoramentos tecnológicos, que depois em tempos de paz se revelavam benéficos com aplicações úteis no nosso quotidiano.

Agora que evoluímos até um estado em que somos capazes de promover a nossa própria extinção, passou a Natureza a ser o nosso maior inimigo. Esta a nossa grande oportunidade de dar o Grande Salto em Frente.